Blocos de cerâmica empilháveis criam sistema de resfriamento natural


Foi com um pé no passado e outro no futuro que a designer israelense Batel Hirsh criou uma série de unidades de cerâmica empilháveis. O projeto que une estética e funcionalidade resultou em um eficiente sistema de resfriamento natural.

Batizado de “Earthenwind”, cada bloco é impresso em 3D. A ideia é que eles sejam empilhados para formar uma tela permeável. A estrutura leva em consideração um princípio básico: o ar quente tende a subir e o ar frio a descer. Os blocos ajudam neste processo de resfriar o ar, além de oferecer proteção contra o sol em dias quentes e permitir a entrada de luz e ventilação.

Inspirada no Mashrabiya – um elemento arquitetônico característico do mundo islâmico – a intenção é também que as unidades sejam decorativas.

Em suas pesquisas, a designer estudou o uso de cerâmica antiga e a relação entre argila, água e ar. A cerâmica – considerada o material artificial mais antigo produzido pelo homem – já é empregada para o resfriamento desde os egípcios.

“Cerâmica antiga é uma espécie de ‘impressão digital’ que o homem deixou. Sua ampla disseminação e resistência à devastação do tempo nos permitem usá-la como uma valiosa fonte de informação”, afirma Batel. Sobre isso, basta lembrar das inúmeras escavações onde aparecem potes de argila ou mesmo o vaso de cerâmica de 3 mil anos que foi encontrado intacto neste ano.

“As antigas tradições do Oriente Médio utilizavam as propriedades da argila para resfriamento e ventilação. Essas propriedades do material permanecem relevantes, apesar da passagem do tempo e dos avanços tecnológicos”, ressalta a designer.




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