Em cafeteria de Santa Maria, parte das vendas é doada ao Husm


Os efeitos econômicos da pandemia do coronavírus atingem pessoas e empresas nas mais diferentes esferas, independentemente do ramo de atuação. Além disso, para manter as atividades dos estabelecimentos, muitas empresas precisam fazer ajustes na equipe, alteração de rotinas dos colaboradores e, inclusive a implementação do serviço de entregas. Mesmo assim, muitos estabelecimentos também arrumam espaço para apoiar parceiros locais e até serem solidárias, como é o caso da cafeteria Quiero Café.

- Já tínhamos o plano de oferecer os produtos por delivery, apesar de a proposta do nosso estabelecimento é de promover encontros e fazer com que as pessoas se sintam bem aqui. O fechamento obrigou a acelerar esse processo. E, embora já seja permitida a reabertura com algumas restrições, antes de tudo, primamos pela saúde dos clientes e nossos colaboradores - explica Raquel Schneider, sócia-proprietária do Quiero Café.

Como a economia depende uns dos outros e os pequenos são os que mais precisam nesse momento, a direção do Queiro Café também incentiva o consumo local.

- A maioria dos nossos produtos são padrões de fornecedores que abastecem toda franquia. No entanto, hortifrúti, verduras, carnes e itens de supermercado temos dado preferência para os estabelecimentos e fornecedores da cidade e da região. Da mesma forma, quando se trata de serviços e manutenção em equipamentos, infraestrutura, limpeza, higienização e eletricista por exemplo, a prioridade passou a ser dos profissionais locais - destaca Diogo Dalpian, sócio proprietário da cafeteria.

SOLIDARIEDADE
Além disso, eles criaram um cupom que proporciona descontos e ainda tem parte da arrecadação doada.

- O Desconto do Bem é um voucher que o cliente adquire no site e garante 10% de abatimento na conta quando for consumir aqui no estabelecimento. Além disso, 10% do valor do cupom é destinada ao Hospital Universitário de Santa Maria (Husm). É uma ideia necessária para que os negócios perdurem, sendo importante para o faturamento de agora, para que possamos pagar fornecedores e colaboradores. E o mais legal de tudo é que ajudamos os pacientes do hospital - conta Raquel.

Enquanto ajudam, os empresários também contam com o apoio do dono do imóvel, que compreendeu a situação e renegociou o valor do aluguel para que o negócio pudesse seguir em funcionamento. Como a economia toda movimenta-se em rede, quem tem uma empresa na cidade viu a pandemia reduzir o faturamento, já que os estabelecimentos tiveram que fechar as portas por um período ou atender apenas pelo sistema de delivery. Para empresários como Raquel e Diogo, a redução do aluguel foi primordial para a saúde do negócio.

- Diante dessa situação, olhamos para todas as nossas as contas e percebemos que, por ser uma conta fixa e com o faturamento baixando, seria muito difícil de manter o aluguel em dia. Em uma conversa com o dono da nossa sala, que é nosso cliente, ele se propôs a negociar e praticamente abriu mão de todo o valor, mantendo uma porcentagem bem baixa - diz Raquel.

Fonte: Diário de Santa Maria




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